Tu que carregas meu nome.
É o homem e a ruína do homem,
O começo e o meio da fome.
É o caldo que a si mesmo entorne.
Tua vida só vale para os outros.
E que outros?
São tão poucos
Os que crêem nesses teus sonhos loucos.
Tua vida há de ser severina
O teu porto de certo, a ruína
Onde o peso da dor alucina,
Sufoca, corrói, desatina
Mas teu fim pode ser de outro jeito.
O veneno é o remédio perfeito
Para arrancar-te esta angustia do peito,
Dando à terra o que é seu de direito.
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