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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Às Terras Inférteis

É bem verdade que muito sofri durante as estações em que caminhei por aquelas paragens, mas estaria sendo desleal aos fatos se dissesse que naquelas terras nada aprendi e nada me foi acrescentado.
Aprendi o porquê de se enterrarem os mortos, os sonhos, os amores e tudo aquilo que já não mais é. Para que odor pútrido não corroa a lembrança do tempo em que a felicidade era algo tangível.
Aprendi o porquê de se bater em retirada quando a batalha está perdida. Para não deixar escorrer entre os dedos a ultima migalha de vitalidade de um exército para quem a vitória já não povoa nem o imaginário.
E por mais surpreendente que se possa parecer, posto que era estéril o terreno, colhi daqueles roçados coisas além de minha expectativa. Desilusões, desamores, derrotas e desvidas que hoje e para sempre estarão comigo como chagas em minha alma. Oxalá o tempo que tudo corrói, consuma também estas cicatrizes.

Um comentário:

Henrique.. disse...

Muito Bom !!! vejo em você um futuro e já excelente escritor !!!
congratulations !!